segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Segurança em primeiro lugar

Oi, gente!

Hoje o tema do post não é dos mais amenos, mas é assunto de extrema importância para quem tem filhos pequenos ou anda com crianças no carro. 

Como vocês puderam ver, fui no sábado com o Arthur para Guarapari (praia muito frequentada aqui no ES) encontrar minha mãe que está passando uns dias por lá. A "viagem" de Vila Velha, da minha casa, a Guarapari dura em média 35 minutos, já que temos a Rodovia do Sol, uma rodovia privatizada, com pista dupla e tudo mais que uma rodovia previsaria ter para ser excelente. Pois bem, passamos o sábado e o domingo nos divertindo bastante, foi uma delícia.

Ontem, na volta, resolvi vir às 17:00 por causa do trânsito intenso depois desse horário, mas acabei me dando mal pois foi exatamente a hora em que aconteceu um gravíssimo acidente onde morreu uma criança da idade do meu filho, 1 ano e meio. Assim, demorei 5 horas para chegar em casa... Pensa no escândo do Arthur na cadeirinha!

Agora cheguei ap ponto que queria chegar: A CADEIRINHA! A criança morreu no acidente pois não estava na cadeirinha e, além disso, havia mais 2 crianças no banco de trás também sem cadeirinha ou assento de elevação e se machucaram, mas graças a Deus estão vivas. Minha gente, o uso da cadeirinha não deve ser feito apenas porque a lei manda, mas porque a segurança do seu filho é o fator principal!

Fico imaginando como ficará a cabeça desses pais sabendo que essa criança morreu por negligência deles. Parece cruel o quê digo? Mas não é! Isso é negligência sim! Hoje há cadeirinhas de todos os preços e, se você pode ter e manter um carro, pode também comprar itens de segurança para seus filhos, mesmo que seja dividido à perder de vista.

Eu já sofri 2 acidentes de carro quando criança, um aos 4 anos onde estávamos eu e meu avô (apenas ralei o joelho e meu avô se machucou muito) e outro aos 6 anos onde estava com mais gente no carro e me machuquei muito (esse foi o motivo da minha cicatriz no rosto) e meu avô faleceu. Esses acidentes ocorreram na  década de 80 onde itens de segurança não eram comuns muito menos obrigatórios. Ninguém usava cinto de segurança, não havia encostos de cabeça, cadeirinha pra criança então! Impensável! Enfim, nesse último acidente todos se machucaram muito e podíamos todos ter morrido, tivemo muita sorte.

Não é por trauma que digo da importância de itens de segurança para as crianças, mas porque é necessário! Nós, aqui em casa, temos 2 cadeirinhas, uma para cada carro e só vai de carona mo meu carro se couber sem precisar retirar a cadeirinha. Isso é o mínimo que posso fazer pelo meu filho.

Bom, que Deus receba esse anjinho com amor e que esses pais tenham consolo dos familiares e amigos, pois nenhum pai está preparado para perder um filho.

É isso. Termino esse post bem triste, mas aliviada por saber que tento fazer o melhor pelo meu filho.

Monte de beijo!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Receita: risoto de funghi com iscas de filé mignon

Oi, meninas e meninos!

Ontem recebi em minha casa minha sogra, minha cunhada com o marido e minha sobrinha linda e, para tal evento, resolvi preparar um risoto, que é minha especialidade, modéstia parte...hihihihi! Quem é meu amigo bem próximo já pôde provar dessa minha habilidade e já aprovou, meu marido ama os risotos que faço e prefere até comer em casa do que pedí-los em restaurante. É engraçado que quando comemos risoto fora de casa sempre reclamamos e dizemos que eu consigo fazer igual ou melhor! Não estou me sentindo a chefe de cozinha não, mas todo mundo tem uma coisinha que prepara melhor na cozinha e eu amo fazer e comer risotos!

Ok! Sei que está na moda essa coisa de cozinha fit, light, vida saudável, bolo/pudim/vida de whey protein, mas não sou dessa turma e gosto bastante de comer e comer bem. Todo mundo já reparou que minha alimentação de todos os dias é composta por verduras cruas, cozidas e carne basicamente (basta me seguir no meu IG @papodeamiga_lorena), assim, me dou o direito de comer essas cositas pesadas as vezes. Reunir os amigos ou a filha em torno de uma mesa é bom demais!

Voltando, faço risoto com vários ingredientes diferentes e com vários tipos de arroz, mas o risoto mesmo, aquele tradicional é preparado com arroz arbório, no máximo o carnarolli (que não cresce nem rende como o arbório). O foda do arroz arbório é que ele reage de formas diferentes dependendo da marca e isso não quer dizer que o mais caro seja o melhor, por isso, testo várias marcas. Dessa vez usei esse aqui e gostei:
Esse custou R$13,00, mas tem bem mais baratos.
A primeira coisa que fiz dessa vez foi cortar os bifes de filé mignon em tiras finas e fritá-las com um pouco de manteiga. Reserve pois só serão acrescentadas ao risoto bem lá no final. Ralei uma boa quantidade de queijo gran formaggio (pode ser parmesão mesmo ou qualquer outro queijo que combine com os outros ingredientes que você for usar).
Compro as bandejinhas com bifes e corto as tirinhas! Para 2 pessoas 4 bifes dá e sobra.
Rale no ralador fino para ajudar no derretimento no final.
A medida do arroz para 2 pessoas é de 1 xícara, nesse caso usei 2. Para começar, piquei bem pequeno uma cebola grande (sempre ponho muita cebola) e frito, até que fique transparente, com 1 colher de sopa de manteiga bem cheia, depois frito um pouco o arroz.
Ai, se foto tivesse cheiro...
Depois disso, coloco o primeiro caldo - o vinho branco - geralmente uso a metade da medida de arroz, como usei 2 xícaras, usei 1 de vinho branco. Depois que coloca o primeiro caldo, não pode parar mais de mexer a panela, é que é isso que vai fazer com que o arroz solte o amido e fique com aquele aspecto cremoso. É nesse momento que coloco o funghi e o deixo cozer com o arroz durante todo o processo. Mexa até que o vinho comece a secar e fique um caldo grosso.
Gente, é vinho branco SECO e baratinho, hein!! Aqueles de cozinhar galinha, por favor! Lembre-se que vinho branco SUAVE é doce e não vai dar certo.
O funghi, como comprei o secchi, deve ser hidratado, pode ser em água quente por 30 minutos ou em água fria ou vinho por 1 hora. Usei água fria, pois com essa água preparei o caldo para o risoto. Depois do tempo de hidratação, tirei o funghi do caldo e cortei em pedaços menores, mas não muito pequenos. Usei essa marca aqui:
R$15,00 esse potinho...Snif, snif...
O caldo vai ficar escuro e você vai usá-lo assim mesmo, ok.
Notem que ele tem apenas 75g de cogumelos secos, mas foi o ideal para um risoto para 4 pessoas, então, se vai fazer para 2 use a metade...dãaaaa! É lógico, né! A menos que você goste muuuuito de funghi...sei lá!

Bom, a partir daí vou acrescentando pouco a pouco (1 concha e meia) o caldo que preparei com a água do funghi (completei com água filtrada) e caldo de carne (aquele "caldo nobre da galinha azul" mesmo, não rola ficar fazendo caldo de carne em casa porque dá um trabalhão, mas se você quiser vai aí uma receitinha! Se puder, faça uma boa quantidade e congele em pequenas porções). 1 caneca dessas de cozinha dá para fazer o arroz todo e, para a quantidade que fiz ontem, usei 4 cubinhos de caldo de carne. Se você nunca usou caldo pronto é assim, oh: deixe a água ferver, jogue os cubinhos e voilá! Pronto! Como deve ser isso? Você coloca o caldo e mexe até que o caldo fique grosso, e coloca mais um pouco...e assim por diante, sempre em fogo médio, até que o arroz esteja "al dente". Meu marido gosta do arroz mais molinho, então acabado usando um pouco mais de caldo e deixando cozinhar mais. O arroz vai quase triplicar de tamanho, não se assuste!
Use essa porcaria só para receitinhas esporádicas, pelo amor de Deus! Isso mata!!
Oh, que difícil!
Aqui ainda com caldo em processo de cozimento do arroz. Notem que o funghi já está aí, ele precisa ser cozido junto.
Quando o arroz estiver "al dente", acrescente as tiras de filé (que foram fritas lá no início do post) e o queijo. Mexa bem e para terminar e deixar o risoto ainda mais cremoso e brilhante, acrescente 1 colher de sopa de manteiga gelada e misture até que ela derreta toda dentro daquela panela cheirosa e linda de risoto!!
Uau!!!!

Monte de beijos e bom apetite!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mudanças: agora ou nunca!

Oi!

Nesses últimos meses, envolvida com tratamento da minha depressão, com a tentativa de acertar minha vida e com a grande e soberana tarefa de cuidar do meu filho, venho pensando muito o quão difícil é abandonar velhos hábitos, mudar a rotina, mudar o quê, em tese, já estava acertado. Tenho pensado no quanto nós, seres humanos, principalmente mulheres, temos dificuldade em lidar com situações assim, quando a mudança se faz necessária. Tenho conversado com muitas amigas nesse período e noto que todas passam ou passaram por momentos como esse que passo agora.

Como já havia contado para vocês, um dos grandes causadores da minha doença, ou melhor, causador não, mas um fato que colaborou para minha piora, é meu trabalho. Minha insatisfação, minha sensação de subaproveitamento, a sensação de que poderia fazer muitas coisas boas, mas fico presa por motivos que não posso controlar,  a sensação de impotência, me deixaram mais doente. Cheguei a conclusão que minha relação com meu trabalho está falida, apesar de ter medo de abandoná-lo, pois vem todo aquele lance da estabilidade de um cargo público efetivo e blá-blá-blá... 

Bem, o que quero dizer é que chegou a hora de definir as minhas escolhas, definir qual rumo tomar, redefinir o que fazer da minha vida profissional e tem sido uma missão bem complicada. Hoje fiquei tentando me lembrar de todos os momentos semelhantes que já passei na vida e não foram poucos, deixei muitas coisas para trás e recomecei muitas vezes, mas em nenhuma delas sofri dessa forma. Acho que porque era apenas eu, minhas escolhas não teriam influência na vida de ninguém e agora tenho marido e filho que esperam o melhor de mim. Hoje não posso mais meter os pés pelas mãos e tentar novamente porque não tenho mais "todo o tempo do mundo", como diria o saudoso Renato Russo, não sou mais "tão jovem", apesar de não me sentir velha. Será mesmo que a melhor fase da vida é aos 40 anos? Por que se for, espero ansiosa por ela! A casa dos 30 é muito turbulenta.

Disse ontem para vocês que havia me dado um prazo até dezembro para definir minha vida, e é o que estou tentando fazer. Uma parte ja está concluída, que é definir o que quero, agora é executar...e executar é a parte mais complicada, pois é quando tudo deve começar a acontecer e depende única e exclusivamente da minha dedicação e persistência. Mas como tem sido duro! Parece que toda a "leseira" da depressão vai voltando, o medo vai aumentando, a ansiedade volta... Ontem li um depoimento de uma pessoa que também sofre de depressão que disse que NÃO CONSEGUIA FAZER NADA POIS QUERIA FAZER TUDO, e é assim mesmo, parece que todas as ideias e todos os problemas vem juntos na mente, e por isso o pavor de mudar o que já está estabelecido. Mas sei que tenho que tentar superar (já ouvi isso de metade do mundo!) e é o que tenho feito, como diz meu psiquiatra/terapeuta "tudo vai ficar bem"! Hahahahaha! Ele diz isso com uma calma levemente irritante, mas de alguma forma eu acredito.

Sei que a hora é agora! Se eu não fizer as mudanças necessárias hoje, não farei nunca mais e continuarei doente eternamente. É agora ou nunca!! Se você passa ou já passou por momentos desses, conte para mim.

Monte de beijos!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Voltei das férias!

Olá! Estou de volta!

Depois de muitos dias, de um turbilhão de coisas acontecendo, volto para contar como foram essas "férias" do blog. Na verdade foram férias forçadas, fiquei bastante enrolada no fim do ano. Posso começar relembrando o episódio das chuvas aqui no meu Estado. Para você que lê o blog e não é daqui do Espírito Santo, do meio para o final de dezembro enfrentamos chuvas fortíssimas, como não se havia visto desde a década de 60. O Estado todo sofreu com alagamentos, muita gente perdeu tudo o que tinha, bairros bem próximos a minha casa, aqui em Vila Velha, ficaram ilhados por dias mesmo depois que a chuva passou e o sol voltou com toda força (vai entender...problemas políticos, sociais, enfim, não vou tocar nesse assunto).

Em meio a isso tudo, meu pequeno resolveu pegar uma virose (mais uma) que o deixou derrubado. Muito vômito, diarréia, ficou febril, dor no corpo, ficou mal mesmo, e a coisa veio bem quando eu havia acabado de chegar de um fim de semana romântico com meu marido, tinha até tirado várias fotos para fazer um post bem bonito sobre o passeio delicioso e que não fazíamos há muito tempo. Foi a partir daí que minhas férias forçadas tiveram início.
Pousada em Pedra Azul e que nos hospedamos.
Para quem não conhece, essa é a Pedra Azul! Uma região linda do Espírito Santo, região serrana, clima de montanha, hotéis e pousadas deliciosas. Vale a pena conhecer! 
Eu e maridón!
Lugarzinho delícia! Ficamos num chalé super gostoso!
Na semana seguinte fui eu que peguei a virose e como se não bastasse, tive diarreia por 1 semana e tive que dançar nessas condições. Resultado: terminei o espetáculo arrasada, não consegui ficar no palco para o final, precisei me sentar e respirar um pouco pois havia dançado 4 coreografias (só 4)... Estava me sentindo uma velhinha de 100 anos dançando. Ah! Se lembram que estava fazendo dieta para entrar no figurino? Pois é, com a diarreia passei a comer menos ainda e tudo que entrava saía, logo, o figurino ficou largo! Acreditem!! Nem quis me pesar nem continuar a escrever sobre o assunto pois seria mentira dizer que emagreci por causa da dieta...foi a diarreia que acabou com a minha vida!! Era para perder 1 quilo e acabei perdendo muito mais! kkkkkkkkk!!!
Esse é o dito cujo que estava apertadão em mim, mas ficou largo...
Fotos de bastidores
Consertando a make "dazamigue"!
Esperando para entrar no palco! Ãnnn??? Sim de calça jeans e sapatos nas mãos! Entramos no teatro como se estivéssemos indo ensaiar, foi muito legal!
Make exageraaadaaaa! Só faltou o baton vermelho, mas só passo quando estou para entrar no palco.
A zona do camarim
Depois disso vieram as festas de fim de ano, filhote em casa pois a creche estava em recesso, enfim, o tempo para me dedicar ao blog ficou tão, mas tão escasso que resolvi me dar essas férias. Fui para Guarapari com a família do Guto (maridão) passar o reveillon e Tuco não deu descanso! Adorou ir à praia todos os dias e fiquei me sentindo péssima, pois moro a 1 quadra da melhor praia de Vila Velha e nunca levei meu filho para tomar um banho de mar lá. Eu não curto praia, não gosto de areia e não gosto de sol. Não gosto de me lambuzar de protetor solar (ou qualquer outro creme corporal), tenho preguiça de praia... Mas meu filho ama, então tenho que levá-lo!
Família, família!
Meu magrelo!!

Chegamos de Guarapari no domingo à noite, eu estava acabada, destruída, arrasada, o cansaço era muito mais forte que eu e decidi que a segunda-feira seria de descanso, apesar do montão de coisas que tinha para fazer. Eu e Tuco desmaiamos na cama de tarde e foi uma delícia, tudo o que eu precisava naquele momento.

A vida agora está voltando ao normal, na verdade tomando um novo rumo. Havia me dado um prazo até dezembro para resolver todas as questões profissionais e é isso que tenho feito. Isso tem me enlouquecido, acho que preciso de uma sessão de terapia com urgência, mas isso é uma conversa para depois. Aliás, estou com muitas ideias na cachola para colocar em prática aqui no blog e na vida. Se tudo der certo, passando os 2 ou 3 próximos meses que sei que serão difíceis, as coisas tendem a se ajustar. Tenho me dedicado a me cuidar, a cuidar da minha família, cuidar da minha cabeça, mas sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer, sei que ainda não estou bem. Mas quem está? Difícil dizer alguém que não tenha alguma questãozinha na vida à resolver, fora que se tudo estiver 100% fica muito chato, é bom ter coisas à pensar, coisas à resolver, mas que isso não te deixe doente como aconteceu comigo.

Vamos voltar com nossos papos diários, pois mesmo não sabendo quem são as minhas (ou meus) leitoras (es), vocês são fantásticas para mim! Já fazem parte da minha vida e sinto muita falta dessas conversas virtuais! Ah! E isso é o que eu desejo para vocês e para mim também:

Monte de beijos e feliz 2014!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Felicidade Realista - para refletir no fim de semana

Boa noite!

Ontem, conversando com 2 amigas, esposas de colegas de trabalho do meu marido, falávamos sobre o que é necessário para sermos felizes, que dinheiro, status, beleza não são sinônimos de felicidade e que as pessoas sempre querem mais e mais e mais... Nunca ficam satisfeitas, nem com a felicidade e acabam por nunca serem felizes de verdade. Difícil esse tema, né? Já que felicidade significa tantas coisas para cada pessoa, que são todas diferentes, logo, almejam coisas diferentes e tem conceitos diferentes do que é felicidade...ai! Então lembrei desse texto que li no livro Montanha-Russa, da Martha Medeiros. Leiam, reflitam e pensem numa forma de viver a realidade e ser feliz de verdade.

Vou admitir que essa semana não foi das mais felizes, tive a paranóia com o Tuco, fiquei quase 3 dias sem um medicamento controlado que tomo diarimente e tive muitos efeitos colarerais, estava (estou) na TPM das brabas, enfim, minha vida é normal como a de qualquer mulher da minha idade. Não posso ser hipócrita e fingir felicidade 24 horas ao dia e viver "montada", vivendo na pele de uma Lorena fake (muita maquiagem e roupas lindas escondendo qualquer sentimento adverso à felicidade). Essa sou eu, nua e crua na busca insesante de ser feliz.


FELICIDADE REALISTA

"De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo."

Vejam minha felicidade aqui:












OBS.: Jorge Eduardo só faltou você nessa minha lista fotográfica porque não tinha nenhuma foto recente sua...

Sejam felizes e ótimo fim de semana!

Monte de beijos!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Blogterapia: a mãe louca está ficando menos louca...hihihihi!

Olá!

Essa semana, para ser exata na última terça-feira, fiz um post assumindo minha loucura em relação ao meu filho, exigindo dele o que ele não podia me dar no momento (leia aqui o post que estou falando para entender o de hoje). Então, hoje levei o Arthur novamente para a aulinha de Habilidades Motoras e percebi que EU o deixei mais livre e ele teve outro comportamento, ou seja, a culpa do comportamento introvertido e ansioso era minha!!!

Hoje resolvi deixá-lo mais solto, soltei a mãozinha dele e o deixei ir onde queria, fazer o que queria sem a preocupação de que pudesse cair ou qualquer outra coisa (afinal, se cair do chão não passa, né - é só ficar de olho). Continuou não se arriscando muito no circuito preparado pelas professoras, mas tentou pelo menos 1 vez... A música na aula era da Galinha Pintadinha e o Tuco ama as musiquinhas desse desenho, então bateu palmas, dançou e nessa levada foi experimentando lugares novos e tentando subir nos colchões um pouco mais altos, mesmo que engatinhando. E eu? Bem, eu fiquei empolgada, feliz, tirando mil fotos, filmando e nem dei atenção para as outras crianças que estavam a nossa volta, fiz exatamente o que devia ter feito desde o início. Saí de lá satisfeita e feliz com os resultados e feliz por saber que meu filho terá progresso sim, mas no tempo dele!

Algumas fotos para vocês:






O Arthur encontrou as barras paralelas e tentou se pendurar sem que eu o pusesse lá, ele achou sozinho, assim como a escadinha de colchões. Me pedia ajuda as vezes e não me neguei a ajudá-lo nenhuma vez, mas também não fiquei cercando-o como se fosse se machucar a qualquer momento como fiz na terça passada. Hoje ele aproveitou tanto que voltou pra casa num sono muito pesado, não consegui dar banho e até às 12:00 ainda não tinha acordado para almoçar.

Mamãe e bebê felizes!!

Monte de beijos!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Blogterapia emergencial: a mãe louca que estou me tornando! Ahhhhh!!

Ei, pessoal!

Prometi ontem que o post de hoje seria temático, mas passei por uma situação que não me imaginaria nunca. Hoje meu filho, o Arthur, começou a fazer aulas de Habilidades Motoras, na verdade só está nessa aula porque ainda não há vaga na natação, que é o quero que ele pratique. Essa aula consiste em trabalhar as habilidades motoras da criança...dãaaa! É claro, né, nome já diz, mas vou explicar melhor.
A sala é essa, mas tem muito mais equipamentos e uma cama elástica mega que as crianças piram!
É o seguinte, a aula acontece numa sala de ginástica artística (sem fazer propaganda, mas essa sala fica na academia Body Tech do Shopping Praia da Costa, em Vila Velha/ES) onde as instrutoras montam uma espécie de circuito no qual as crianças deveriam percorrer para desenvolver a lateralidade, noção de espaço, desenvolver a musculatura e o principal, gastar energia. Embora a criançada devesse fazer tudo isso, a maioria não segue o percurso sugerido e programado, eles estão muito mais interessados na cama elástica do que em qualquer outra coisa na sala, mas meu filho não se interessou nem pela cama elástica. Na verdade, ele se sentiu meio acuado, sei lá...Só queria ficar agarrado em mim, brincando com uma bolinha que deram a ele e dançando, já que toca música durante todo o tempo, fora a dificuldade que teve em se locomover de pé nos colchões que são bem macios, sem falar na falta de empatia com as instrutoras que são uma graça, só resolveu ceder a uma delas no finalzinho da aula, me dando um descanso. Meu desespero foi tanto que eu me jogava nos colchões e subia nas escadinhas para ver se ele me acompanhava, mas nada...sempre sem sucesso nas minhas investidas sem noção! Fiz a mãe-louca sem dúvidas!! Tudo na tentativa de que meu filho fizesse alguma coisinha parecida com o que as outras crianças faziam. Tinha um molequinho, uma figurinha por sinal, que fazia rolamento (cambalhota, pra traduzir) nuns colchões de alturas diferentes, tipo  pulando de um para o outro e ele só tem 2 anos!

Daí, me peguei vendo o desenvolvimento das outras crianças, todas com idade entre 1 e 2 anos, e a comparar com o meu filho! Que droga! Eu detesto comparações e eu mesma estava fazendo isso com o pobrezinho! Cheguei ao absurdo de me pegar justificando o fato de meu filho não estar tão desenvolto quanto as outras crianças com a mãe de uma delas, falava que ele era muito novinho apesar de bem alto, que era a primeira aula, que isso, que aquilo... Aff! Por qual motivo estava fazendo aquilo? Minha nossa!!! Será que vou ser tão exigente com meu filho, querendo que ele seja tão desenvolto ou tão esperto ou tão inteligente quanto outras crianças?? Não quero isso para ele muito menos para mim, porque sei que vou sofrer se isso continuar, mas acredito também que foi uma boa experiência, pois percebi essa paranóia que entrei e voou me policiar mais daqui para frente.

O interessante foi que a mãe com a qual eu conversei me disse para ficar tranquila que quando o filho dela começou nas aulinhas também se comportava da mesma forma que o Arthur, mas não demorou muito a se soltar, que não era para eu me preocupar, que as coisas iriam acontecer para ele no tempo dele. Gente, desde quando alguém precisaria dizer isso para mim? Eu sou educadora física, mas me peguei tendo atitudes de um leigo. Cheguei a conclusão que ficamos meio estúpidas quando se trata dos nossos filhos, que esquecemos tudo e  ficamos meio cegas, ou melhor, com uma visão seletiva, já que vemos o que queremos para compararmos com a nossa realidade ou a realidade de nossos filhos. Ninguém merece! Casa de ferreiro o espeto é de pau, né.

Mamães leitoras e amigas, prestem atenção nas suas atitudes com seus pequenos quando se trata de exigências de qualquer aspecto. Acho que por isso criamos crianças ansiosas e inseguras, pois nós acabamos cobrando demais e achando que a criança deve dar mais do que ela pode naquele momento e ela acaba por se frustrar e pensar que não está nos agradando. Estou vendo isso acontecer comigo, inesperadamente, sempre disse que não faria isso, mas admito que aconteceu e espero me policiar para que não aconteça mais! Vejam  bem, não estou querendo dizer que não devemos estimular nossos filhos ou nos omitir e deixar que as coisas simplesmente corram soltas, não é isso, mas entender que cada criança tem seu tempo e suas habilidades. EU NÃO TENHO UM PEQUENO ATLETA EM CASA, EU TENHO UM FILHO! Esse será meu mantra da semana, aliás dos próximos anos!!!!

Então, deixo essa dica para vocês. Para quem se interessar pela atividade, eu achei bem legal, embora ainda prefira a natação, as aulas são niveladas por idade e há sempre umas 3 instrutoras orientando na sala e a mãe ou responsável deve acompanhar a criança sempre ok.

Monte de beijos!

O quê é COACHING?

Olá!! Vocês já devem ter percebido que tenho falado um pouco (ou muito) sobre COACHING, COACH... Pois então, se você não sabe do que se tr...